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Author: Pedro Ribeiro Simões
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Museu Nacional de Arte Contemporânea, MNAC, Museu do Chiado, Lisbon, Portugal Material: Oil on canvas Collection: MNAC Inv.: 1586 ABOUT THE WORK O desenvolvimento de grandes superfícies e atmosferas monocromáticas, presente ao longo da obra do artista, atinge neste quadro o auge, por via dos violentíssimos azuis ultramarinos. Tal facto poderá constituir fonte arqueológica de subsequentes atitudes na moderna pintura portuguesa. Uma vontade de remontar a uma ingenuidade, que o próprio tema não desmente, constitui outro aspecto marcante. As figuras são realizadas de modo esquemático, por vezes só pelo contorno, envoltas numa auréola de cor mais clara e desproporcionadas em relação ao casario que acusa influências cubistas e sugere um certo antropomorfismo. Uma escadaria irracional surge vagamente inquietante no primeiro plano, enquanto algumas distorções na perspectiva dinamizam uma visão do conjunto e lhe imprimem uma incontida euforia. O espaço torna-se uma caricatura do próprio espaço, onde à frieza petrificada dos seres, característica de obras anteriores, se sobrepõe o absurdo da relação dos seres e objectos. Transforma-se assim numa projecção do sujeito que codifica e produz um mundo pela linguagem do seu inconsciente. A metade esquerda do quadro apresenta traços paranóicos inquietantes e depressivos, ao passo que na metade direita a euforia dos pares dançando contamina e contorce a perspectiva. Assiste-se a uma generalizada disseminação do sujeito na cadeia de significantes e a alegoria de que a cena se reveste surge como uma defesa e resistência a esse movimento que se propaga às obras subsequentes. Pedro Lapa SOURCE: museuartecontemporanea.gov.pt/pt/pecas/ver/81/artist BIOGRAPHY Um carácter desequilibrado e uma doença psicomotora degenerativa, que acabarão por conduzir Eloy, em 1945, ao internamento num hospital para alienados mentais até à sua morte, rodeariam a vida e a obra do pintor de uma áurea de artista desequilibrado e maldito, provocando, por vezes, leituras redutoras. Regista-se uma breve passagem pela Escola de Belas-Artes (1912–13), que logo abandonaria insatisfeito com o ensino académico, e uma fuga para Madrid em 1919. No seu regresso começa a pintar a óleo, claramente influenciado pela tradição naturalista de Columbano Bordalo Pinheiro, a que se seguirá a de Eduardo Viana, que introduz novas referências modernas no seu trabalho. Ambas as vias estarão presentes na primeira exposição individual em 1924. No ano seguinte parte para Paris onde vai absorvendo, com celeridade, experiências provenientes de nomes e movimentos diversos, como Cézanne, Picasso, Matisse, que integra numa leitura pessoal. Mas será o conhecimento da pintura de Van Dongen, Kokoscha e Hoffer que abrirão o seu trabalho para o Expressionismo e o encaminharão em 1927 para Berlim. Aqui permanece até 1932, com viagens frequentes a Lisboa, onde apresenta individualmente a sua obra, da qual representa tipos populares portugueses e alguns retratos. Participa na vida artística berlinense como ilustrador de revistas (Der Querschnitt) e em exposições colectivas importantes. Já em Lisboa participa activamente nas mais importantes exposições aqui organizadas, obtendo o prémio Amadeo Souza-Cardoso. Mas em 1935, a sua obra começa a transformar-se acusando já sinais do processo de distanciamento do mundo causados pela sua doença, e a desrealização de cenas quotidianas, a inquietação, a tortura e a angústia pontuam o conjunto de pinturas e desenhos da fase final. Maria Jesús Ávila SOURCE: museuartecontemporanea.gov.pt/pt/artistas/ver/41/artists

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