There is no yes without a no - The Hermit (António Dacosta, 1985)


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on the wing ~ Southern Outer Banks Burney Falls Hi there! :-) there is no city above, scott richard .....Out there.... There is nothing - absolutely nothing - half so much worth doing as simply messing about in boats... Kenneth Grahame There are more things in heaven and earth... There is always something left to love. And if you ain't learned that, you ain't learned nothing. There are always flowers for those who want to see them. - Henri Matisse Can you see the deer...... there is no city above, scott richard There's always a Light “There should be a place where only the things you want to happen, happen” There's usually light & a view here. Today? Not so much. There's a storm a-coming There's No Place Like Florida There is no Planet B . Hyatt Residence Club DSC_3519


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Author: Pedro Ribeiro Simões
Description:
Centro de Arte Moderna (CAM), Calouste Gulnbenkian Foundation, Lisbon, Portugal António Dacosta ( 1914- Biography Um rosto numa pintura de 1936/37, O Passarinheiro é um dos mais antigos sinais de uma inquietação criadora que se vai acentuar com o correr dos anos e dos encontros, com especial relevo para a amizade e cumplicidade que, a partir de 1938, vai forjar com António Pedro (1909-1966) parceiro mais velho de aventura modernista e surrealista; aliás a exposição que ambos fazem, conjuntamente com a escultora Pamela Boden (1905-1981), em 1940, na Casa Repe, é considerada a primeira exposição surrealista em Portugal em contraste absoluto com a Exposição do Mundo Português e as comemorações centenárias oficiais desse mesmo ano. A incerteza trazida pelas guerras que cercam o seu país, a Guerra Civil de Espanha primeiro, e a 2ª Guerra Mundial logo a seguir, tem fortíssima tradução na pintura, no desenho e na ilustração de António Dacosta no início dos anos de 1940, num surrealismo que é um teatro da inquietação, uma “Antítese da Calma” portuguesa onde a consciência e o inconsciente trabalham de mãos dadas. É também na primeira metade de 1940 que Dacosta inicia uma outra faceta do seu trabalho: a crítica de arte e a crónica que vão perdurar até 1980. Paris é o seu destino em 1947 graças a uma bolsa do Governo Francês; António Dacosta vai permanecer nessa cidade até ao fim da sua vida gozando “a exaltante capacidade de admirar” que a distingue. Paris requer ser vivida, mesmo que para tal a pintura esmoreça por décadas; foi o que aconteceu, não só porque viver a vida se impôs, como pela consciência aguda de uma crise das artes que o leva a perguntar, já em 1948, “será que se interrompeu o ritmo criador?” Ao abandono progressivo da pintura que marca o final dos anos de 1940, e dura cerca de 25 anos, não corresponde uma quebra de interesse pelas artes, mais pelo gosto de ver intensamente o que o cerca, do que pela obrigação de escrever as crónicas que vai enviando para o “Estado de S. Paulo”. A pintura e o desenho continuaram como prática residual na relação com amigos e parentes; mas para a crítica e para a história em Portugal, Dacosta permaneceu como uma figura de ausência «perdido talvez para a pintura» (J.-A. França, 1965). Tal ausência só veio dar maior relevo ao seu público aparecimento com a exposição de 1983 (Galeria 111, Lisboa); o seu regresso, paulatino, privado e intímo à pintura, começara mais cedo, nos anos de 1970, ajudado provavelmente “por aquilo que os meninos sabem e os adultos precisam aprender”, com presença de Carlos e Lisa, nascidos em 1969 e 1972, os filhos que tivera de Miriam Rewald com quem casara em 1967. Dacosta reaparece com uma pintura nova de um olhar cristalino sobre as mais simples coisas, organizada ora em séries temáticas, ora em singularidades exaltadas, e vai afirma-se durante uma década que foi também de consagração crítica (Prémio Nacional das Artes AICA, 1984; retrospetiva na Fundação Calouste Gulbenkian, em 1988), de encomendas públicas (Parlamento Regional do Açores, 1988; Metro de Lisboa, 1989), e consagração oficial (Grã-Cruz da Ordem de Mérito, 1990). Nessa década, a última da sua vida, é intensa a sua produção artística e literária também (A Cal dos Muros, poesia publicada na Assírio & Alvim, 1994), numa obra que não pára e não deixa de evoluir para uma renovada gravidade que o sentimento do tempo que passa e do efémero da vida e da arte vão progressivamente marcando, numa evolução onde uma serena inquietação final se vem encontrar com a inquietação inaugural do jovem surrealista dos anos de 1940. O CAM está a preparar para 2014 e exposição do centenário bem como a edição do Catalogue Raisonné da sua obra. José Luís Porfírio Maio de 2013 The Painting Pintura Tinta acrílica sobre Tela 86P128 Em 1975, o artista regressa à pintura com telas de pequenas dimensões; mas só a partir de 1980 é que a sua actividade se intensifica. O seu “regresso à pintura” coincide com o aparecimento de uma conjuntura internacional, que Dacosta vai seguir, influenciando os jovens pintores portugueses. Os seus quadros, desta época, exploram o universo do quotidiano e de lendas populares, num ambiente lírico. Não Há Sim Sem Não – O Eremita enquadra-se numa questão temática amplamente trabalhada pelo pintor: o Tempo. A figura representada do lado direito espelha um tempo de reflexão, de escrita, de silêncio. Neste sentido, pode, inclusive, pensar-se numa auto-representação do próprio artista, sobretudo se tivermos em conta as problemáticas levantadas em torno desta questão e centrais na obra de Dacosta: a nostalgia e a memória. Quer a memória, quer a nostalgia devem ser entendidas como resultado de experiências pessoais: num primeiro momento Dacosta saiu dos Açores e partiu para Lisboa e, em 1947, num segundo momento, partiu de Lisboa para Paris. Por isso, a figura pode ser vista como uma auto-representação de um tempo passado. De certo modo, o tempo futuro é marcado pela caveira que representa a morte e o conhecimento, ou até mesmo um autoconhecimento. Assim, O Eremita reflecte uma condição do homem no mundo, em que morte e vida andam a par: «tentar aprender a morte é o modo mais perfeito de tentar aprender a vida.»* Ou, segundo Dacosta, “Não há sim, sem não”, que por outras palavras quer dizer não há vida sem morte, nem conhecimento sem empenho. Nesta pintura, a morte e o sagrado também estão interligados; a linguagem alegórica e mística, envolvendo a ideia de refúgio e isolamento são próprias de uma vida no eremitério. * Vergílio Ferreira, Pensar, Lisboa, Bertrand, 1992, pp. 266-267. PR Janeiro de 2010 António Dacosta António Dacosta 1914 | 2014 CAM - Fundação Calouste Gulbenkian Lisboa 2014 978-972-635-290-7 Coordenação editorial: Rita Lopes Ferreira Textos de: José Luis Porfírio Ruth Rosengarten €29,00 Loja Gulbenkian / Livraria Almedina

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